BEM-VINDOS, TIJOLINHOS!

Vamos construir juntos esse espaço de convivência e troca de figurinhas sobre artesanato, cinema, livros, decoração, filhos, jardinagem, horticultura e tudo mais de bom que possa surgir!


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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Capítulo aleatório: A roça!

Oi, pessoal! Estou de volta de minhas férias e trago comigo boas lembranças, que faço questão de compartilhar com vocês... Tudo muito singelo, mas que me fez muito bem, renovando minhas baterias! Neste primeiro capítulo mostro imagens da roça do cunhado, cantinho verde e sossegado onde pousamos e fomos muito bem acomodados, recebendo tratamento 5 estrelas! Isso na roça significa: cama, comida, bebida, banheiro e prosa boa!
Umbuzeiro carregado, os frutos ainda verdes. Falam que é árvore que não se planta, demora a crescer e desenvolver, mas vive muito tempo e é podada naturalmente pelas cabras.

Mais pertinho, o umbu. Isso maduro dá um suco delicioso, do jeito que a Jussara do blog Palavras Vagabundas gosta.

Três estágios de laranja. As laranjas de lá são resultado de uns cruzamentos com limão e tangerina, o que lhes confere um sabor todo especial, um cítrico diferente.

Florzinha brejeira do mato.

Licuri, na linguagem local. Nunca comi dessas, mas soube que são deveras apreciadas por aqui... Maridex fala que era a "guloseima de menino pobre", que se refestelava quebrando e comendo os coquinhos. Nesse momento haviam dezenas de "sanharós" voando em volta desse cacho. Quer ficar doida é ter uma abelhinha dessas enroscadas no seu cabelo!

Esqueci o tipo dessa manga, iguaria plantada com devoção pelo cunhado.

A flor do maracujá é um espetáculo à parte...

Quiabento, planta espinhosa muito usada para reforçar as cercas, de forma a dispensar o arame farpado. O nome deve ser por causa do leite grudento que ele guarda.

Flores e frutinhos de romã, um show de cor!

Ata, pinha, fruta-do-conde... Interior da Bahia é pinha. Essa aí precisa amadurecer ainda.

Essa não vingou, endureceu e caiu. Quando criança eu brincava com elas, chegando a pintá-las e pendurando num galho seco que era nossa árvore de natal na época.

As siriguelas também estavam verdes... Se não fosse assim, eu não teria saído desse pé!

O tronco do pé de siriguela é altamente irregular, perfeito para improvisar "cadeirinhas" nos galhos mais confortáveis!

Mimo do céu enroscado na cerca.

Buganvília em meio a uma touceira...

Uma colmeia king size de "inxus", espécie de vespa danada que se aproveitou da ausência prolongada dos donos do sítio para se instalar dentro de um depósito de materiais...

Por fim, o cunhado provando do fruto da terra (coco verde ao natural). Agradeço de coração a estadia e em breve postarei novas imagens dos momentos mais marcantes da viagem.

Beijos a todos!

domingo, 14 de novembro de 2010

Cio da Terra


Minha fase paisagista ainda está rendendo... O pouquinho de espaço que tenho faço por onde me agrade aos olhos, não dê muito trabalho e não cause sofrimento às plantinhas mais que o necessário... Estou falando das podas, pois se eu deixar meu jardinzinho vira uma selva, mesmo com tempo seco. A lágrima-de-cristo é uma que cresce pra todo lado e sempre tem pezinhos novos nascendo em meio à grama, que eu preciso arrancar para não ter um matagal de lágrimas sangrentas ( melodramático, não?). Hoje falarei do meu canteirinho problemático... O chamo assim por não apanhar sol direto e as espécies que tentei cultivar não foram muito pra frente. A muda de acerola da vovó Geralda em quase dez anos só deu uns frutinhos há uns três, depois never more. Acerola gosta MESMO de sol, e a minha só junta pulgão e cochonila, que sugam a seiva da planta e liberam um melado que as formiguinhas adoram, além de alguns passarinhos. Só que planta fica com aparência péssima, apesar desse mutualismo da natureza... E deixa o chão melado e as plantas que ficam embaixo também, no caso, meus lírios-da-paz. Vislumbrem o antigo cenário:

Varanda com a acerola ao fundo. Abaixo dela, o lírio-da-paz que multiplicou e precisou ser desmembrado em vários pés, pois há muito tempo não florava.

Detalhe da folha do lírio coberta com o líquido adocicado liberado pelo pulgão, além dos cisquinhos brancos e uma folhinha da acerola.

Pois bem, tomei coragem e resolvi não esperar pelo jardineiro preferido do condomínio, que já estava com a agenda lotada! A terra do meu canteiro problemático era coberta de brita(no tempo dos meus jabutizinhos que viviam ali). Ainda acrescentei tijolos para dificultar meus gatos no ato de fazer banheiro ali... Pura economia, podia ter comprado pedras bonitas e tal. O fato é que demolimos uma velha churrasqueira e tínhamos tijolos saindo pelo ladrão, daí que preferi dar uso a eles. Só que eles estavam dispostos bem feiamente e o jardineiro em sua visita anterior havia sugerido colocá-los inclinadinhos. Peguei o mote e fui em frente, por minha conta e risco(e dedos esfolados).

O bom é que ia encontrando aquelas pedras de rio mais bonitas em meio à escavação...

Nem pra encontrar um fóssil valioso, ou um tesouro enterrado...

A jibóia ali no vaso também estava transbordando. E ainda tinha um bruta formigueiro dentro!

Todos os vasos que estavam nesse espaço estavam a ponto de se desfazer, por causa da umidade. Resolvi que só plantaria no chão dessa vez...

Perceberam como foi ficando mais ensolarado? O calorzão do meio-dia em sua fúria! Eu estava suando em bicas nessa hora... Mas tudo já estava tomando forma.

Comecei meio equivocadamente, enchendo de pedras maiores no pé do muro. Só que elas seriam mais necessárias mais próximas à calçada, por causa da época das chuvas, para reter a terra que porventura escorresse com a água.

Voilá! Reparado o erro, fui aproveitando ainda os tijolos que sobraram numa barreira extra e espalhei ramos de jibóia em toda a extensão de terra. A acerola sofreu uma poda radical pra tratamento de suas folhas contra pragas. Com um cachepôzinho de barro e uma garrafa long neck fiz um cogumelo pra dar um pouco de cor enquanto não providencio espécies mais alegres e que gostem de sombra. Detalhe para meu pezinho de manjericão na jardineira: cheiroso de dar gosto!

Os filhotes de lírios-da -paz que desmembrei da moita. Distribuí com parentes e amigos e ainda sobrou!

Ainda tem desses menorzinhos à espera de um lugar ideal, na sombra e sem aperto.

Minha única ATA, ou fruta-do-conde, ou pinha. Toda poderosa nesse cantinho difícil, mas fértil.

Juntinho dela, meu bugari, que também floresce muito pouco por não pegar sol suficiente. O perfume é maravilhoso!

Lembram do meu mamão filho único? Está crescendo bem lentamente, mas resistindo. Maridex já cortou o "olho" da planta pra ver se desenvolve logo a fruta. Assim que amadurecer, terei que sacrificar a árvore, pois o local é impraticável... Mas fico feliz de ter sido agraciada com essa pequena dádiva!


Beijos verdejantes, tenham todos um maravilhoso fim de domingo e um feriado bem proveitoso!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Meu mundo e nada mais

Não, não acordei ao som de Guilherme Arantes... Ando tão imersa em meu jardim ultimamente que tenho sonhado verde! Minhas unhas não estão nada bonitas, tenho arranhões nos braços e até na testa... Mas minha convivência com minhocas e cochonilas, bagana e uréia, argila expandida e cascalho me fez remoçar uns cinco anos... em espírito(o sol quente envelhece, viu?). Um pouco de meu mundinho kitsch pra vocês:








Quem quiser aparecer pra tomar um refresco de tamarindo, comer um muffin de tomate, provolone e manjericão e finalizar com um bom sorvete de creme com cobertura de geléia de amora não se faça de rogado... Quase não quero mais sair do meu cafofo! Só pra um cineminha vez em quando, isso enquanto não instalarem uma tv de LCD na minha varanda...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Pau que nasce torto...

...vira cangalha! Pra quem não conhece, é uma espécie de forquilha de madeira que se encaixa(maneira de dizer) no lombo do boi de carga para acondicionar a dita cuja.


imagem do google

Pois bem, há quem faça móveis com elas, como este aqui da foto. Esse banco é parte de um conjunto de três, sendo os outros dois, menores. Originalmente o assento era de corda enrolada em toda a extensão "bundal". Resgatei-os do quintal da casa da vovó, onde estavam meio abandonados, expostos ao tempo e aos cupins. Pintei-os inicialmente de amarelo, hoje estão com a cor tabaco e ficavam na varanda de casa. Minha cama box não tem cabeceira e o colchão superior é danado pra deslizar de um lado para o outro, independente de atividades conjugais mais afoitas (eita!). No meio de arrumações e encaixes de móveis em lugares diferentes, achei de colocar o banco na frente da cama, de maneira a facilitar na hora de calçar sapatos. Ficou bem prático, apesar dos estilos e cores chocarem-se um pouco... Quem acompanha minhas fotos por aqui, já viu uma certa cabeceira preta... Pois o segredo será revelado, o pano vai cair! Literalmente, devo dizer.

Munida de telas com moldura de madeira próprias para janelas, improvisei uma cabeceira e recobri com um fofo edredon preto para harmonizar com o restante da decoração do quarto. Fiz quase um origami de edredon atrás da cama pra ficar tudo bonitinho e não aparente. Ninguém desconfiou e foi o maior sucesso enquanto durou. Teve um episódio de um pé de sapato desaparecido que surgiu em meio a uma faxina, mas tudo bem. Eis que em meio a uma faxina BRABA, em que uma ajudante veio me salvar dos caos em que estava submersa, a notícia: Meu edredon estava sendo COMIDO pela umidade no pé da parede(rodapé para os chiques). Fiquei passada e pensei em como faria pra salvar o forro do infeliz, que ainda está 90% utilizável. Hei de inventar algum remendo, e também nunca mais bolar essas idéias nessa parede fajuta, a única de todo o condomínio que é partilhada com um vizinho(escuto quando batem bolo, picam verduras ou batem boca, infelizmente). Eu e maridex temos que criar códigos para os momentos de prazer, para que não diminua(ou aumente) o apetite dos que estão na cozinha da casa ao lado! Poodeee?

Esse pau torto aí já é baseado em esperança. Esperança de comer mamão produzido em casa, sem agrotóxicos. Para tanto não ligamos para o pezinho enxerido que brotou num lugar tão improvável, onde bate sol mais pelo meio-dia e atravancando a visão da minha fonte de leão da Metro. Tudo para que a natureza siga seu curso. Mesmo que seja torto.

Olha que gracinha, os bebezinhos. Torçam pra vingar! Eu adoro mamão...

Beijos a todas que compreenderam minha necessidade de sono. Ontem mesmo desmoronei como um iceberg mas já me senti outra quando acordei!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

ÓIA O FUMO!

Atendendo a pedidos (estou tão chic), disponibilizarei a receita encontrada no site AGRONOMIA.NET para o controle de pulgões. Para mim será algo inédito (o material empregado). Já ouvi muito falar do danado, mas finalmente irei manuseá-lo (EITA!). Estou a falar do FUMO DE ROLO, crianças... Quem se habilita? É coisa de mercado popular, chequem com suas fontes (pais de santo, benzedeiras e mascadores de plantão, ECA!).

EXTRATO DE FUMO (Receitas da Vovó)

PEQUENA EXPLICAÇÃO: Pulgões são insetos que sugam seiva das plantas. Existem de várias cores. A maioria é desprovida de asas e vive em colônias.

Coloque um pouco de fumo picado em uma tigela (no site não define quantidades, mas o fumo é normalmente vendido no metro, então é pedir a informação ao vendedor ou basear-se no tamanho da área que deseja proteger e tentar fazer uma equalização). Cubra com álcool (líquido ou gel) e depois que o fumo tiver absorvido todo o álcool, coloque novamente mais um pouco de álcool, agora diluído em água. Deixe por 48 h em local fresco. Torça o preparado em um pano fino e guarde-o em uma garrafa em local escuro. Pulverize nas folhas da planta.

OBS.: Se desejar também combater cochonilas, misture cerca de 1 copo do líquido com 100g de sabão neutro derretido em água quente. Acrescente mais 10 litros de água, coe e pulverize.
Plantas saudáveis para todos!
Beijinhos

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Recortes da varanda e do jardim


Breve pintaremos a frente da casa, basta a estação das chuvas passar. Ela agora está com um amarelo encardido, muito forte devido ao liqui-brilho aplicado depois. Quero algo mais opaco, mais pastel, para que eu possa dar destaque a lindos enfeites que ainda irei providenciar, feitos por mim ou não. Como ainda tenho muita dó de furar parede, especialmente externa, aproveito os pregos que a antiga moradora colocou, há mais de dez anos. A pobre metade de vaso está muito escondidinha lá no final e com a cor muito neutra, sem detalhes... Esse pobre cavalo-marinho também está deslocado nesse espaço.

Raspei o fundo do frasco de tinta branca e fiz a base para pintar as florezinhas amarelas. Catei umas continhas de bijus e arrematei com fios de linha de bordado dobradinhas e torcidas. Ficou bem mais alegre!


Tenho um ipêzinho de jardim que floresce que é uma beleza, mas aqui está mais pelado por conta das chuvas. Deixo as alamandas subirem nele e ficam muito bem instaladas enchendo tudo de amarelo patrioticamente correto!


Em detalhe:

E o meu querido jasmim-manga, de pétalas acetinadas e perfumadas, crescendo e criando corpo. Lá atrás minha lágrima-de-cristo enrolada na coluna.

Uma semana perfumada para todas!

Mudinhas e guloseimas

Bom dia, bom dia... epa, já é de tarde, passou do meio dia! É que está chovendo horrores por aqui, com aquela ilusão gostosa de frio que é quando uma cearense com sonhos de neve e Europa aproveita pra se enrolar num cachecol, colocar meias e casaco pra ir comprar ração pra coelha na esquina(sem as meias e o cachecol, só o casaco, senão é demais). Numa dessas minhas caminhadas recentes, resolvi dar início ao meu plantio de ervas e comecei com estas, manjericão e hortelã. O manjericão não é o roxo, acho que não é o próprio pra pôr em massas, mas o cheirinho é similar.

Peguei no PANELINHA a receitas dos cookies integrais da Dora, mas adaptei a receita, pois não tinha farinha integral. Usei aveia e ficou ótimo, a filhota já foi avançando sem nem deixar eu tirar a foto com a pilha arrumadinha, mas quis mostrar o total rendimento...

Fui então cuidar do chazinho pra acompanhar... Aff, minha mudinha tem que desenvolver logo! Alguma dica? Mais ou menos sol? Deixei ela no meio-a-meio.


Não deixei a água ferver, que dizem ser melhor pra preservar o sabor, e joguei as folhinhas de hortelã inteiras. Tem que rasgar? Joga os talinhos também? Ô santa inexperiência...

Cenário montado, hora de atacar! Ficaram mesmo gostosos, me arrependi de ter dito à filha chocólatra que não tinha chocolate, só açúcar mascavo... Ela comeu menos que o normal, mas o filho mais velho mandou ver! Hummmm...

O chá não ficou verdinho como o que minha avó fazia, mas perfumou minhas mãos ao colher as folhas e "aromatizou" a água, rs. Com o tempo eu aprendo o segredo!
Beijos