BEM-VINDOS, TIJOLINHOS!

Vamos construir juntos esse espaço de convivência e troca de figurinhas sobre artesanato, cinema, livros, decoração, filhos, jardinagem, horticultura e tudo mais de bom que possa surgir!


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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Férias diferentes

Não, felizmente nenhum pimpolho ficou de recuperação! Se eles sabem que eu os chamo de pimpolhos, já viu... Meu primogênito nem tem mais negócio de recuperação: passou pra universidade estadual que, por conta das sucessivas greves de praxe, está com o calendário totalmente alterado para os padrões normais, ou seja, sem férias oficiais no meio do ano, só um recesso de uma semana e olhe lá. E ainda vai ter que jurar bandeira por conta das obrigações militares para com o país (mas não vai se alistar), isso no comecinho de agosto. A prole dessa vez foi mais fundo e contratou uma cosmaker (costureira que segue à risca as fantasias dos personagens japoneses que eles adoram) para eles não fazerem feio no SANA. Só que a coisa não parava só na roupa, tinham detalhezinhos primordiais como... um sabre de luz e... uma peruca. Queridas mães, infelizmente não consegui fazer um making of minucioso sobre isso, mas acreditem: não foi mole não. Hoje posso até dar alguma consultoria sobre esse assunto, mas na hora, foi um verdadeiro de-ses-pe-ro! Admito, eu adooooro todo esse troço de se fantasiar e tals, mas a capacidade de seguir um design pré-definido e o temor de decepcionar os filhos me enlouqueceu... O que posso dizer é que tudo deu certo no final e todos ficaram felizes!

Apresento-lhes TRAVIS TOUCHDOWN, personagem do game NO MORE HEROES. Nem me perguntem sobre o enredo do game, só sei que tem violência, nonsense e que meu filho é normal, beeem normal, sossegado até demais. A cosmaker fez a jaqueta e o cinto com os coldres. Tingi uma velha calça jeans para em seguida fazer rasgos com estilete e lixa, e depois pintei um velho tênis para terminar de compor o personagem. Com sobras de materiais diversos, paciência e dedicação minha e do pai, fizemos a arma fake que fez sucesso e garantiu muitas fotos divertidas no evento, como essa, em que ele lutava contra uma horda de zumbis...

Com a filha também foi uma fábula... Encontrar a meia-calça com desenhos de flores foi moleza, depois do trabalhão que a cosmaker teve com a blusa bufante e as duas saias. Até a anágua de tule para dar volume foi simples... O mesmo não posso dizer sobre encontrar um sapato carinha-de-bebê, branco e sem salto, nº37! Rodei inúmeros brechós e sapatarias até encontrar o dito cujo. A peruca azul da personagem tem um penteado que são duas loooooooooooongas marias-chiquinhas. Marido quando estava em Sampa tentou achar na 25 de março a peruca já montada, mas não conseguiu e sairia caríssimo a encomenda e a entrega. Ele quis improvisar com duas perucas, uma toda longa e uma curtinha chanel, com franja. Quando chegou com essa proposta de que eu "unisse" as perucas numa só, não pareceu nada animador, pois as perucas eram frágeis e por qualquer coisinha se assanhavam e soltavam fios... Esquecemos essas perucas numa caixa achando que daríamos um jeito na hora, só que o prazo foi apertando e o resultado não estava nada bonito, a filha chegando a declarar que não se apresentaria mais nesse ano se fosse com a peruca frankstein! Depois de eu e o pai nos pendurarmos na internet em busca de solução, surgiu no fim do túnel uma moça que fazia perucas para pessoas que haviam perdido os cabelos em quimioterapias e foi aí que tudo se resolveu. Ela fez a "cirurgia" nas danadas e conseguiu reproduzir o penteado da personagem, FURUDO ERIKA. Fiz as rosinhas de tecido na armação, prendi as fitas no chapeuzinho e voilá!


Cumprida a nossa missão de proporcionar aos bruguelos estes momentos preciosos no mundo da fantasia, nada mais justo que dar uma boa escapada para um retiro da vida urbana num cenário de tirar o fôlego, cercado de verde, onde a presença de amigos queridos e as caminhadas ao ar livre nos encheram de ânimo para enfrentar os últimos dias de julho cheios de boas lembranças!

Uma raposa veio nos recepcionar na estrada!
Ficamos de queixo caído com a vista do alto da serra!

Lá embaixo, o açude do Cedro e a Pedra da Galinha Choca, esta última numa posição irreconhecível...


O antigo mosteiro beneditino, hoje abriga uma casa de repouso administrada por freiras.


Vinho e fondue de chocolate para celebrar a vida!

Início das trilhas. Um friozinho bem gostoso...


Subidas e descidas íngremes, para desgastar as delícias da noite anterior...

Os incentivadores, cheios de propostas irrecusáveis...

Cenários impressionantes, estes são vistos da serra do Urucum, do Santuário de Nsa. Sra. Imaculada Rainha do Sertão. Abaixo a vista é da rampa de salto de asa delta.

É sempre bom recarregar as baterias, respirando ar puro e dando boas risadas! Que todos, estejam em férias ou não, possam usufruir daquilo que a natureza nos oferece pelas mãos do criador...
Beijos!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Ando devagar porque já tive pressa...




Passagens com alta concentração de rochas, onde se avistam grutas e paredões

Trechos com muita neblina, visibilidade quase zero

Precisávamos seguir as luzes do carro da frente para nos guiar


Uma das minhas paradas preferidas: os preços não são lá essas coisas, os produtos meio manjados, mas é um cantinho com muito charme e um pontinho de civilização no meio da imensidão verde que atravessamos, com direito a banheiros limpos, lanches rápidos e lembrancinhas de última hora, praticamente todas feitas com pedras semipreciosas e cristais. Ah, essa geladeira estava cheia de livros!

O que está escrito aí embaixo pra mim vale tudo, pois precisamos sair um pouco de nossa zona de conforto e desbravar esse mundo imenso, conhecer gente e enriquecer nossos conhecimentos!

Eu e os penduricalhos. Muitos colares, brincos, pulseiras, relógios de parede, porta-retratos, enfeites de mesa, sinos de vento...

O motorista-maridex e o fim do mistério: por um longo trecho da estrada esse morceguinho aparece estampado em árvores, postes, placas, numa perfeita e simpática estratégia de marketing... Por trás da lojinha tem um caminho que leva a uma pousada, mas nunca pernoitamos por aqui. Já fomos a Lençóis, mas em Janeiro, o que é um erro: muita chuva! Planejamos ficar por mais dias em breve e fazer turismo de aventura mesmo, com direito a trekking e rapel!

Bat-abraços e bat-beijinhos para todos!


P.S.: Agora me digam, o que fazer com dois filhos adolescentes que não têm afã nenhum por viajar? A mais nova fará 15 e o mais velho, 18, idades bem emblemáticas. Marido queria reunir todos em algum destino marcante, mas ambos preferem ganhar fantasias de personagens de animes e se exibir no evento que essas tribos fissuradas em cultura japonesa promovem duas vezes ao ano por aqui, o SANA. O negócio é dar tempo ao tempo e colocar na poupança o que seria usado para essa grande viagem, aguardando o dia em que possamos cair na estrada sem medo de sermos felizes... QUE SEJA BREVE!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Capítulo aleatório: A roça!

Oi, pessoal! Estou de volta de minhas férias e trago comigo boas lembranças, que faço questão de compartilhar com vocês... Tudo muito singelo, mas que me fez muito bem, renovando minhas baterias! Neste primeiro capítulo mostro imagens da roça do cunhado, cantinho verde e sossegado onde pousamos e fomos muito bem acomodados, recebendo tratamento 5 estrelas! Isso na roça significa: cama, comida, bebida, banheiro e prosa boa!
Umbuzeiro carregado, os frutos ainda verdes. Falam que é árvore que não se planta, demora a crescer e desenvolver, mas vive muito tempo e é podada naturalmente pelas cabras.

Mais pertinho, o umbu. Isso maduro dá um suco delicioso, do jeito que a Jussara do blog Palavras Vagabundas gosta.

Três estágios de laranja. As laranjas de lá são resultado de uns cruzamentos com limão e tangerina, o que lhes confere um sabor todo especial, um cítrico diferente.

Florzinha brejeira do mato.

Licuri, na linguagem local. Nunca comi dessas, mas soube que são deveras apreciadas por aqui... Maridex fala que era a "guloseima de menino pobre", que se refestelava quebrando e comendo os coquinhos. Nesse momento haviam dezenas de "sanharós" voando em volta desse cacho. Quer ficar doida é ter uma abelhinha dessas enroscadas no seu cabelo!

Esqueci o tipo dessa manga, iguaria plantada com devoção pelo cunhado.

A flor do maracujá é um espetáculo à parte...

Quiabento, planta espinhosa muito usada para reforçar as cercas, de forma a dispensar o arame farpado. O nome deve ser por causa do leite grudento que ele guarda.

Flores e frutinhos de romã, um show de cor!

Ata, pinha, fruta-do-conde... Interior da Bahia é pinha. Essa aí precisa amadurecer ainda.

Essa não vingou, endureceu e caiu. Quando criança eu brincava com elas, chegando a pintá-las e pendurando num galho seco que era nossa árvore de natal na época.

As siriguelas também estavam verdes... Se não fosse assim, eu não teria saído desse pé!

O tronco do pé de siriguela é altamente irregular, perfeito para improvisar "cadeirinhas" nos galhos mais confortáveis!

Mimo do céu enroscado na cerca.

Buganvília em meio a uma touceira...

Uma colmeia king size de "inxus", espécie de vespa danada que se aproveitou da ausência prolongada dos donos do sítio para se instalar dentro de um depósito de materiais...

Por fim, o cunhado provando do fruto da terra (coco verde ao natural). Agradeço de coração a estadia e em breve postarei novas imagens dos momentos mais marcantes da viagem.

Beijos a todos!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Play the game!

Estou em férias no interior da Bahia. Revendo família do marido, comendo acarajé, bode e palma, tomando suco de umbu, passeando pela Chapada Diamantina e curtindo os dias frios, os dias frescos e os dias quentes. Pros dias frios, vinho. Pros dias frescos, uma cervejinha. Pros dias quentes, nada melhor que lavar roupa no tanque! Refresca até a alma... No reveillon, sempre tem o "amigo sacana". Explico: a família é muuuito grande e nunca teve condições de comemorar natal no estilo comercial de dantes, de forma que ainda hoje a data(que também é aniversário da sogra) só é festejada dia 25 com a reunião dos familiares(originalmente 12 filhos) em um almoço ou jantar. Nada de árvore, papai noel ou afins. O ano novo já era a ocasião de agitar mais e como a grana sempre foi curta, optou-se pela brincadeira de trocar presentes "sacanas", o também conhecido "amigo da onça"! Mesmo com a ausência de alguns sempre se lota a casa maior e a bagunça é grande. A troca de presentes "criativos" gera muitas risadas e quase sempre rola um banho de piscina no final. O bom é que o clube mais chique da cidade fica do lado e a queima de fogos fica 0800, rs. Infelizmente não posso postar fotos por dificuldades técnicas, mas tenho me divertido dando umas repaginadas na decoração daqui e fazendo manutenção onde encontro oportunidade... Não consigo ficar parada e onde sinto que necessita um pouquinho de tinta, agulha ou cola quente vou me "inserindo". Agora mesmo creio que vou dar uma recauchutada nuns porta-retratos danificados que ficaram no fundo de uma gaveta! Amanhã iremos pra roça(como aqui chamam os sítios) de um cunhado, onde será oferecida uma feijoada. Provavelmente dormiremos lá, que é bem pequeno(a casa, o sítio é espaçoso) então já se está providenciando colchões infláveis e barracas, pois vai bastante gente. Eu dessa vez trouxe uma rede, mas por aqui o povo não é muito de instalar armadores nas casas, de forma que espero contar com as árvores para curtir uma preguicinha depois do almoço... Ah, para não ficar sem postar nenhuma imagem, vou mostrar o que me empolgou à beça por várias noites (e madrugadas) :

Diversão garantida!

Até breve, seja ainda na estrada ou já de volta à nave mãe!

Beijos

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Ibirapuera colors

Pink!

Black

White

Red

Grey

Absolutely green!





quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O que comem os turistões na terra da garoa

Primeiro dia: chegamos no início da tarde, hora do almoço. Com fome demais pra pensar em glamour, partimos para um self-service nas proximidades, frequentado pelo marido em suas viagens a trabalho. Bem sortido, com grelhados, saladas e massas frescas preparadas na hora, foi o pontapé inicial nas energias para as longas caminhadas que faríamos em seguida.
A piada foi esse brócolis que achei tão bonito e pus no prato sem perceber que estava cru... Ela ainda não sabe o que é bom, só posou com ele, rs.

No Mercado Municipal preferimos não abusar da mortadela e pedimos esse sanduba de bacalhau desfiado, muito bom por sinal. Maridão foi de cerveja preta, eu de sem álcool.

Pra reforçar o sanduba, um caldinho de feijão com torresminho e cheiro verde acompanhando. A pimenta estava uma beleza, temperando com ardência satisfatória... a meninada foi de pastel, esqueci de fotografar.

Pastel de Santa Clara, que sempre ouvi falar. Por que chama pastel? Não sei, não é frito e sim de forno... Tem essa massa folhada delicadinha rodeando e um miolo de gema de ovo docinha, tudo coberto com açúcar de confeiteiro. Bonito de olhar, mas insuficiente para formiguinhas de plantão. Deu vontade de quindão, rs.

Esse aí foi o café da manhã do dia dois. Média com pão e manteiga, quer coisa melhor?

Na Liberdade foi o basicão, pois nas barraquinhas ao ar livre estava muito quente e sem lugar pra sentar. Catamos um bom self-service e foi um sushizaço! A caçula não gosta de peixe cru, então atacou os empanados.

Ela realizando seu sonho de consumo: café com griffe (mocha ou latte, não lembro se late ou morde), acompanhado de muffin com gotas de chocolate.

Eu e o café do último dia, no hotel. No anterior foi lá também. Suco de mamão com tangerina, bolo de banana cremoso, frutas e pães pra encarar as maratonas turistais.

Esse daí é tradicional, mas é a filial. Para apreciadores de carne, sendo as porções não muito generosas e os preços, salgados. Frequentado pelo pessoal das antigas, todos elegantérrimos.

Fico devendo as fotos do restaurante do Bixiga, que foram tiradas com celular. Breve as passagens culturais!