BEM-VINDOS, TIJOLINHOS!

Vamos construir juntos esse espaço de convivência e troca de figurinhas sobre artesanato, cinema, livros, decoração, filhos, jardinagem, horticultura e tudo mais de bom que possa surgir!


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terça-feira, 6 de abril de 2010

Encontros e despedidas

Antiga estação central de trem. Acima lê-se "THERESINA".

Na semana santa viajamos para Teresina, capital do nordeste que não conhecia ainda. Fazia tempo que não viajávamos num feriado, pois não gostamos de encarar concorrência nas estradas... Mas a escolha foi correta, porque como Teresina não tem mar, a tendência dos moradores de lá foi sair da cidade no período, o que comprovamos pela fila extensa de veículos no sentido contrário. Nossa pista estava praticamente vazia, parecia que estávamos naquele filme IMPACTO PROFUNDO, quando a protagonista seguia para encontrar o pai, ignorando a multidão aflita que fugia na direção oposta à tsunami que se aproximava.

Além de ACADEMIA, rolaram QUEST e IMAGEM & AÇÃO. Reparem a janela fechada respingada...

Felizmente não rolou tsunami, mas as noites em Teresina foram chuvosas, algumas bem extremas, com direito a relâmpagos e trovões impressionantes. Deu pra sentir um friozinho, alguns até xales usaram pra se aquecer! Motivo para boas rodadas de jogos de tabuleiro acompanhadas de vinho e queijos...

Ponte metálica que liga Teresina ao Maranhão

Fomos maravilhosamente recebidos pelo cunhado e cunhada, que nos levaram a divertidos city-tours pela cidade, que é intensamente arborizada, banhada por dois rios e muito, muito limpa. De dia o calor é comparável ao de Fortaleza, nada tão terrível como se apregoa.

Monumento ao "Cabeça de Cuia", a lenda mais famosa, boa pra contar pras criancinhas antes de dormir... (tadinhas, contem não!)

Debaixo dos viadutos e pontes há intenso comércio de flores, transformando esses espaços normalmente sujos e relegados aos sem-teto em recantos atraentes, cheios de cor e vida.

A ponte estaiada impressiona...

A cidade foi planejada, é jovem e agora tem um marco, um ícone pra ninguém negar: a ponte estaiada Mestre João Isidoro França, uma estrutura impactante que trouxe um ar futurista à capital piauiense. Há um mirante de 95 metros no centro que infelizmente não tivemos a chance de conhecer, mas ficou agendado para a próxima vez. O retorno ao lar foi mais movimentado, pois atrasamos a saída e pegamos o trânsito de final de feriadão. Os últimos sessenta quilômetros foram lentos e cansativos, com toda a ansiedade de chegar, pois tínhamos o niver da sobrinha e da avó, que acabamos indo "naquele estado", sem passar em casa pra tomar banho nem nada, pois já estava muito tarde e o stress estava grande. Beijamos as aniversariantes, tiramos fotos, beliscamos alguns salgadinhos e "pegamos o beco", preocupados com nossos gatinhos e loucos pra pôr roupas limpas e esticar as pernas nos sofás... Graças que a casa estava em ordem e nossos mascotes também.

Elvira, muitas saudades...

O dia seguinte foi de tristeza com uma notícia inesperada: um acidente automobilístico tirou a vida de uma sobrinha do marido, que havia recentemente mudado para São Paulo. Com apenas 27 anos, ela faleceu juntamente com os sogros num acidente no interior do estado, após o choque com uma carreta tombada na estrada chuvosa à noite. A família toda está abalada e buscando forças para lidar com a situação de perda. Que a fé em Deus possa confortar os pais e irmãos de Elvira, e nos alivie a todos da saudade que ela deixa.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Ônibus, barco, trem e telmo!



O terceiro dia era para descansar da correria do anterior. Ônibus na porta do hotel, pacote comprado na véspera. Depois soube que tudo podia ser feito via hotel: reserva de restaurante, de confeitaria, de show, de tudo. O passeio incluía city tour by bus, catamarã pelo rio Tigre, trem até San Isidro e a volta até o Obelisco. Nossa guia, jovem e simpática, NÃO FALAVA PORTUGUÊS, só inglês e espanhol, É FISK! Tudo bem, pensei. Mas ficava com aquele complexo de perseguição por ser brasileira... Passamos por outros hotéis apanhando mais gente para o passeio. Muitos gaúchos, percebia-se pelas térmicas com chimarrão.



Ainda paramos próximo à flor de Palermo para uma convenção de ônibus de turismo, alguma esquema organizacional deles. A guia apontava locais, monumentos, conversava sobre a história do lugar, brincava um pouco como de é praxe entre os guias.


Os filhotes absorveram lindamente as informações históricas...

Chegando à cidade de Tigre, embarcamos num catamarã de dois andares e pudemos apreciar a paisagem da cidade de veraneio, repleta de residências estilosas e clubes, todos voltados para a prática de esportes aquáticos.


Meus meninos e a guia Yanina.

Por lá o forte também era o Parque de la Costa, parque de diversões na beira do rio e LOTADO. Domingão, o que se podia querer? Nesse nem pisamos, estava fora do pacote. E eu nem sonhava em enfrentar filas naquele calor...



Próxima etapa, o trem. Grande decepção. Tinha ouvido falar em passeio histórico, algo assim. Vimos somente os fundos das casas dos veranistas, muito mato e nada de explicações de nossa guia... Enfim, ao menos éramos levados, não andávamos.


Trem melhor que o de Maracanaú, claro. Chegada, San Isidro. Estação bonitinha, estilo meio alemão. Lojinhas, restaurantes, nada especial.


A guia falou em meia hora até a partida. Nos preocupamos em comer, e rápido. Acabamos traçando hambúrgueres de llomito (filé) e gaseosas, morrendo de medo de nos atrasarmos e perdermos o ônibus. Foi aí que entrou a ignorância de castellano... A guia havia mencionado uma catedral, mas não absorvi as demais informações: defronte à estação em que estávamos nos entupindo de pão e carne, rolava uma feirinha de antiguidades e, escondida atrás de densa vegetação, havia uma bela catedral, na subida de um morro. Podia ter deixado o rango pra lá e ter ido explorar isso...


Ainda subi às pressas e dei uma vislumbrada no local, com barraquinhas com artesanato em pedra, porcelanas centenárias e outras preciosidades. Danada com a buzina do ônibus, me conformei e partimos de volta ao que pensei que seria o hotel, mas nos deixaram somente no Obelisco, a uns dois quarteirões. O tempo fechou e veio a chuva, pra completar. Nos abrigamos no MacDonald's e tomamos sorvete enquanto o temporal troava. Após um breve descanso no hotel, partimos só eu e Di para um rolé nas proximidades. Os famosos cartões postais: Casa Rosada, Plaza de Mayo, Café Tortoni...


Después nos arrumamos para a ida a San Telmo, local famoso pela feira de antiguidades e pela boemia. A falta de entusiasmo da filha adolescente levou a um atraso fatal que impossibilitou a visita à feira, que se encerrou antes que chegássemos.

Imagem do Google, do que perdemos...

Nos restou contemplar os frequentadores dançando tango na praça, mas sem salamaleques ou arroubos sensuais: o tango de raiz, poderia-se dizer. Aquele ambiente noir velha-guarda, mesclado com jovens hippies embebedando-se (a tchurma lá curte sair com garrafonas de cerveja, vinho ou refri e se instalar nos points, nada charmoso). A pergunta soa: "Onde comer?" Nos viramos pro primeiro lugar próximo à praça, por fora até atraente, mas meio derrubado por dentro. Já enjoada de tanta carne, arrisquei um ravióli de salmão com molho de mariscos, que estava uma delícia(pena a porção minúscula). Por lá experimentamos também as muriçocas portenhas, bem famintas... Caminhamos um pouco atrás de um táxi e deixamos a meninada no hotel para dar mais um rolé na night sem olhares de tédio e reclamações.

Cervejinha e bate-papo antes de cair na cama...

Até a próxima, hermanos!

sábado, 30 de janeiro de 2010

Mais do dia dois

Ok, atrasos nos relatos... a preguiça está grande, além do fato de eu ter postado a maioria das fotos no orkut. Mas tudo bem, mesmo derretendo com o calor que está fazendo vou continuar minha saga, pois chega de começar e não terminar, tô fora...
A foto acima é do filhote da noite do dia dois, o do zoo. Após aquela empreitada, passamos no Carrefour e compramos água, duas latonas de QUILMES e uma caixinha de alfajores, muito bons, por sinal. Enquanto relaxávamos no friozinho do hotel, o maridão foi à caça de um adaptador de três pinos para podermos carregar câmera e filmadora. Ele chegou com o adaptador e a notícia que todos os shows de tango estavam esgotados(os mais famosos). Parece que um navio aportou lotado de brasileiros ávidos pelo supra-sumo da cultura portenha e só nos restou procurar pelos genéricos... Quando saímos à noite para pesquisar, achamos meio caro e eu ainda duvidava se as crianças curtiriam esse tipo de espetáculo. Acabamos comprando umas empanadas (parecem mini-calzones) quentinhas, pra acalmar minha frustração. Andamos mais um pouco pros lados da Calle Florida (point de compras) e conferimos um outro restaurante com tango famoso de lá (caríssimo tb). Acabamos indo jantar no Paseo La Plaza, um mix de shopping e centro cultural, com vários restaurantes, barzinhos e teatros voltados para o humor stand-up (estilo Seinfeld ou localmente falando, Iran Delmar). Logo na entrada, os artistas vão distribuindo flyers anunciando as atrações da noite. No fim do primeiro corredor, começamos a ouvir música brasileira, vinda de uma loja de cds... Mais adiante, o local se abre em diversos níveis, com jardins agradáveis, passarelas e lojinhas interessantes, de bom gosto.


Essa imagem do google é diurna, na realidade fomos à noite. Parede querida, desculpe, sei que você é brasileira, tijolinho furado ou adobão, não importa, o fato é que eu devia ter nascido argentina, natural de Buenos Aires... Gente, tem teatro demais por lá! A amiga Adri que já foi duas vezes, falou de brechós especializados em figurinos de época, uma coisa! Ai, ai, ai, voltando à realidade de relatora de curta viagem: jantamos muito bem num restô muito agradável, ao ar livre. Pedimos dois tipos de carne, com molhos variados. A grande surpresa foi a cestinha de pães... Como lá não rola arroz nem feijão e já estávamos porraqui de papas fritas, às vezes arriscávamos provar um pãozinho enquanto o rango não chegava, pão esse geralmente frio e duro, com uma manteiguinha ou requeijão. Pois o pão de lá, que chegou e nem liguei na hora, quando "relei" a mão na cestinha, senti a quenturinha... Resolvi pegar, senti a textura macia, meio quebradiça, de pãozinho fresco. Provei, puro. UMA DELÍCIA! Aí vi o patê que acompanhava: uma ricota molhadinha, com ervas... Resultado: DEVORAMOS tudo e pedimos mais. Na hora que as carnes chegaram, era um tal de molhar o pão no molho da carne, rechear o pão com carne, favela total. A-mei. Di-lícia! E com uma boa garrafa de Cabernet Sauvignon, (que acertamos em cheio, estava uma beleza) a noite ficou completa e mandei o tango às favas... Ao fundo se ouvia Beatles de um barzinho bacana cuja programação daquela noite era de covers da banda de Liverpool. dei uma passeada solitária para conferir enquanto esperávamos a conta e fiquei me imaginando na night de lá, com tantas opções maravilhosas (Meu Deus, iluminai-me para que eu fique independente). Passamos numa lojinha que vendia reproduções de fotos clássicas e deparamos com a da Mafalda, muito fofa, igualzinha à Ceci de manhã cedo:


Ela resolveu levar, e eu, um ímã da Frida Kahlo, que não é argentina e sim mexicana... Saímos satisfeitos e Di resolveu tomar uma casquinha no Mac Donald's. Eu e Dani também. Outra gostosa surpresa: a casquinha mista de lá NÃO é de baunilha e chocolate... e sim de baunilha e DOCE DE LEITE! Pense num negócio bão... Ceci não quis e ficou de bobeira na mesa com seu pacote. Depois que estávamos quase no hotel, ela olha pra mim estarrecida e pergunta pela gravura da Mafalda. Eu mandei Diorgens correr com ela pra ver se recuperava. Resultado? Lugar mais limpo... Ela voltou arrasada, e fomos consolá-la dizendo que lá era a terra da dita cuja, compraríamos outra, o que acabou não rolando. Vou comprar cartuchos novos pra impressora e darei um jeito. Bichinha...
Em breve, mais relatos!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

CALOR ANIMAL!

Segundo dia, sábado. Devidamente equipados com roupas leves, tênis, câmera e filmadora, saímos para a estação do subte (metrô) da Av. Corrientes, rumo ao zoológico. Recomendado pelo guia e por amigos, a atração soou como ideal para entreter nossos adolescentes... Atravessando a Av. 9 de Julio, paradinha para nos clicar com o obelisco, cartão postal que simboliza o local onde foi hasteada pela primeira vez a bandeira da Argentina.
Pegamos a linha D com destino à Plaza Italia. Acabamos não conhecendo a famosa linha A, a mais antiga da América do Sul. Fica para a próxima. É um transporte bem rápido e fico me perguntando se meus netos um dia usufruirão em Fortaleza desta obra sem fim...


Propaganda no subte. Engraçadinha...


O zoo é bem grande e arborizado. Algumas espécies circulam livremente por lá como as que se vê na foto: atrás junto do pato vemos a mara patagonica, misto de lebre, canguru e veado; na frente do Dani temos o coipo myocastor, por aqui conhecido como ratão do banhado. Não deixa de ser um ratão, apesar de parente do castor. Me dava uma agonia...



O zoo de B.A. tem muitas espécies de bichos que não vemos normalmente no Brasil, talvez só nos circos. Ele tem um aquário com pinguins, uma gruta com um urso polar, um tanque com lobos marinhos (focas), suricatos, elefantes, girafas, rinocerontes, hipopótamos, reptiliário com cobras e lagartos, babuínos, leões e outros felinos exóticos. Por conta do calor e do horário infame que fomos, quase meio-dia, muitos bichos estavam dormindo na sombra de suas tocas, meio prostrados. Por lá se vendia baldinhos com alimentos para oferecer aos animais, e esses aí eram os mais afoitos, não saíam de perto da grade. Bem mansinhos, os cervos comiam na mão dos visitantes...


Na Floresta Subtropical, prédio que abrigava um museu de insetos (todos mortos), encontramos também um cenário meio Indiana Jones, com pontes suspensas e grutas com morcegos, nichos com aranhas e sapos. Uma cachoeira de mentira tornava o ambiente úmido e abafado, um pouco menos causticante que o exterior.

Foi um passeio bem cansativo, por conta de um cine 3-D que fazia parte de nosso pacote e que acabamos nem assistindo... As sessões aconteciam de uma em uma hora, e sempre nos atrasávamos e a sessão lotava. Nessa história, ficávamos indo e vindo pelo enorme zoológico tentando chegar a tempo, para ao final de mais uma tentativa lograda a atendente, ao vislumbrar o tamanho dos meninos, disse que a atração era mais apropriada a criancinhas pequenas... Se soubéssemos disso logo na entrada, teríamos dispensado e comprado ingresso para o show didático com os lobos marinhos (brincadeiras dos treinadores com as focas), muito mais interessante e refrescante, com possibilidade da água respingar na gente... Mas não deixamos de ver as bichinhas nadando, muito satisfeitas da vida.


Por lá almoçamos fast-food e esgotamos nossas energias... Voltamos ansiosos pelo ar condicionado do hotel, Buenos Aires em Janeiro é um forno, gente! Até breve com o próximo capítulo...


quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Dungeons and Dragons


Óia nóis numa fresca tarde pós praia há certo tempo, desfrutando das instalações do Centro Cultural... Se bem me lembro, fomos assistir "Nós que aqui estamos por vós esperamos".
No último sábado assistimos "O Primo Basílio", quando contei com o apoio logístico do Memorial da Justiça... O barbudo não pôde comparecer, estava nas Termas. Alea jacta est! Há que se ter sempre fôlego para espairecer nesses espaços multiculturais: ouvir música, ir ao teatro, saborear um bom afogatto de chocolate com quiche de espinafre, ou a boa e velha tapioca com café! Para os curiosos, assistir às manobras radicais da galera do hip-hop ou enveredar pelas galerias de arte ocultas nos declives secretos... Leituras de poesia, lançamentos de livros, tai-chi-chuan, show de bonecos, pintura, brincadeiras clássicas, balé contemporâneo, artesanato, oficina de dança de salão e muito mais se encontra por lá, fervilhando em meio ao caos do chopp de vinho, das boates GLS, do futebol de salão, do cachorro-quente do Bar Avião, da estátua de Patativa, do vão super-acústico abaixo do Planetário, do mural do Aldemir Martins e por aí vai. Não podemos deixar acabar, como aconteceu com a Praia de Iracema. Venham e ajudem a manter o espaço democraticamente rico!
Ed