Felizmente não rolou tsunami, mas as noites em Teresina foram chuvosas, algumas bem extremas, com direito a relâmpagos e trovões impressionantes. Deu pra sentir um friozinho, alguns até xales usaram pra se aquecer! Motivo para boas rodadas de jogos de tabuleiro acompanhadas de vinho e queijos...
Fomos maravilhosamente recebidos pelo cunhado e cunhada, que nos levaram a divertidos city-tours pela cidade, que é intensamente arborizada, banhada por dois rios e muito, muito limpa. De dia o calor é comparável ao de Fortaleza, nada tão terrível como se apregoa.
A cidade foi planejada, é jovem e agora tem um marco, um ícone pra ninguém negar: a ponte estaiada Mestre João Isidoro França, uma estrutura impactante que trouxe um ar futurista à capital piauiense. Há um mirante de 95 metros no centro que infelizmente não tivemos a chance de conhecer, mas ficou agendado para a próxima vez. O retorno ao lar foi mais movimentado, pois atrasamos a saída e pegamos o trânsito de final de feriadão. Os últimos sessenta quilômetros foram lentos e cansativos, com toda a ansiedade de chegar, pois tínhamos o niver da sobrinha e da avó, que acabamos indo "naquele estado", sem passar em casa pra tomar banho nem nada, pois já estava muito tarde e o stress estava grande. Beijamos as aniversariantes, tiramos fotos, beliscamos alguns salgadinhos e "pegamos o beco", preocupados com nossos gatinhos e loucos pra pôr roupas limpas e esticar as pernas nos sofás... Graças que a casa estava em ordem e nossos mascotes também.
O dia seguinte foi de tristeza com uma notícia inesperada: um acidente automobilístico tirou a vida de uma sobrinha do marido, que havia recentemente mudado para São Paulo. Com apenas 27 anos, ela faleceu juntamente com os sogros num acidente no interior do estado, após o choque com uma carreta tombada na estrada chuvosa à noite. A família toda está abalada e buscando forças para lidar com a situação de perda. Que a fé em Deus possa confortar os pais e irmãos de Elvira, e nos alivie a todos da saudade que ela deixa.
















O zoo de B.A. tem muitas espécies de bichos que não vemos normalmente no Brasil, talvez só nos circos. Ele tem um aquário com pinguins, uma gruta com um urso polar, um tanque com lobos marinhos (focas), suricatos, elefantes, girafas, rinocerontes, hipopótamos, reptiliário com cobras e lagartos, babuínos, leões e outros felinos exóticos. Por conta do calor e do horário infame que fomos, quase meio-dia, muitos bichos estavam dormindo na sombra de suas tocas, meio prostrados. Por lá se vendia baldinhos com alimentos para oferecer aos animais, e esses aí eram os mais afoitos, não saíam de perto da grade. Bem mansinhos, os cervos comiam na mão dos visitantes...




