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terça-feira, 13 de março de 2012

Máximas, reflexões e reticências...

Penso muito no que não faço, ou por falta de tempo ou por falta de estímulo. Muitos dizem aquela máxima: "se não te dão flores, plante um jardim", algo assim. Admiro quem não guarda mágoas, quem parece não ter memória, quem não remói acontecimentos chatos. Outra máxima é "arranjar o que fazer, mente vazia é oficina do diabo". Adoro um projeto, que não seja só intelectual mas braçal também. Se estou como agora, na frente do pc ou da tv, me deixo agarrar pela teia do entretenimento e da informação e me esqueço do meu mundo real. Erro, basta criar disciplina e estabelecer um limite de tempo. Numa casa como a que moro, nunca falta o que fazer, aqui falando de trabalho doméstico. A energia é esgotada quase que completamente no básico, que é limpeza e alimentação. Praticamente não sobra ânimo para viajar numa arrumação como a que adio há séculos, a das fotos da família. Não lembro da última vez que imprimi fotos, para finalmente renovar a estante de porta-retratos. Uma receita bacana, cadê disposição? Desculpe a todos se pareço um disco riscado, mas parece que a maioria ou tem filhos já adultos ou crianças e não sabe/lembra como é difícil a fase adolescente... Uma dica pra quem tem filhos pequenos: eduque-os para arrumarem seus quartos desde sempre. Ensine-os a lavar louça, a saber guardar tudo nos lugares certos. Maiorezinhos, ensine o processo de lavagem de roupa, nunca deixar uma peça com manchas no cesto. Doutrine-os a saberem se portar em viagens com relação à bagagem, fazer check list de tudo que for levar. Mesmo tendo arrumadeira, nunca deixe-os sem responsabilidades, é um perigo crescerem com essa sensação de que alguém sempre irá cuidar desses assuntos para eles e você terminar sobrecarregada, especialmente quando eles trazem amigos para passar o dia ou até dormir em sua casa. Outra máxima: "quem pariu Mateus que o balance". Sempre fizemos questão de cuidar, eu e marido, das crianças, em todos os aspectos. Banho, passeios, médicos, nenhuma experiência deixamos de viver com elas. Poucas vezes delegamos a outros cuidar deles, só raramente quando saíamos à noite, e sempre pessoas de alta confiança, a maioria familiares. Penso às vezes que os protegemos muito, que no afã de poupá-los da crueza do mundo os deixamos menos aptos para enfrentá-lo. O fato é que esperava mais ajuda sem precisar agir como a bruxa má. Que cuidassem ao menos de seus próprios quartos, que me dessem uma folga cuidando dos pets sem que eu tenha que chamar atenção continuamente... São bons filhos, mas não têm iniciativa nem perceberam a mudança dos tempos e ainda ficam esperando o dia que uma nova faxineira irá aparecer.

Cheguei a comprar a revista para que lessem a matéria e compreendessem que, tirando o absurdo de passar aspirador de salto e cabelo solto, cuidar do que é seu, zelar pela higiene de onde se vive, se dorme, se come, é civilizado, é primeiro mundo. Lembro do dia, quando tinha uns oito anos, quando minha mãe me ensinou a lavar um banheiro. Não recordo tanto a didática empregada, mas me pareceu divertido ensaboar tudo e dar valor ao trabalho realizado, ao cheirinho de limpeza. Pra cozinhar a mesma coisa. Sou irmã mais velha de cinco e quando as ajudantes sumiam eu tinha que encarar fogão e tentei de todo jeito criar uma tabela para dividir as tarefas entre todos. Eram brigas e aborrecimentos sem fim, eu acabava desistindo e fazendo tudo sozinha, como acontece hoje com os filhos. Creio que é uma questão de temperamento, sempre fui cordata e aceitava os argumentos dos mais velhos como certos, então me submeti e não consigo passar esse conceito aos rebentos... Fazer o quê? Como a Deusa, dos Vasinhos Coloridos, só me resta botar o som na caixa, creme na cara e enfrentar as escolhas que fiz, pois em nenhum momento ficou subentendido que, por eu dar à luz, alimentar, vestir, amar, mimar, garantia eterna gratidão e reconhecimento. Isso um dia pode chegar, ou não. Mas eu os amo mesmo assim e desejo de todo coração que minha inaptidão em conscientizá-los seja parte de um plano divino de purgação pelo trabalho que dei à minha mãe um dia e no futuro todos havemos de dar boas risadas de todo esse dramalhão...
Beijos

5 comentários:

Adriana Balreira disse...

Edlena,
Sou um pouco como você, sempre fiz minha parte e dos meus irmãos. Nunca fui de esperar os outros, ia logo fazendo. Não tenho filhos, mas sou filha e sei que quando mais novos somos meio que desligados e a gente cresce e você vai ver que seus filhotes irão sim te ajudar e ainda te dar muito valor no teu trabalho. Eles crescem e enxergam a vida como ela é. Se não enxergarem agora, vão enxergar quando tiverem sua própria casa e seus filhos. Sei que é dificil ter que esperar tanto tempo para ter a troca. Mas faça a sua parte e os eduque e insista para que eles os ajude na lida diária.
Beijos e boa sorte!
Adriana

Maitê Rodrigues disse...

Oi, Edlena!!
Realmente, não é fácil não. Essa geração de hj em dia não aceita mtas ordens, mas como a Adriana falou, um dia isso passa, e eles tb passam a colaborar... Deus abençoe a sua família!! Ah, não conheço a sua Tia Eunice, ou melhor, posso até conhecê-la e não estar no momento ligando o nome à pessoa. Bjs. Maitê Rodrigues - www.ateliedamaite.blogspot.com

Cissa Branco disse...

Edlena,

Fui criada desde sempre com muitas responsabilidade, demais para minha idade até, mas necessárias. No começo do ano organizei todo o quarto do pequeno e desde então mantenho controle rígido sobre sua organização, mas vou te contar, é triste relembrar todos os dias as tarefas e como vc mesma disse, ser a bruxa má. Hoje, como estou sem faxineira, todos participaram da limpeza, filhote que quer todos os brinquedos expostos nas prateleiras, teve que tirar o pó de um por um, depois disso ele me disse que pretende guardar alguns brinquedos, porque dá muito trabalho, além disso ele tem o hábito de brincar na minha mesa da sala que é branca, hoje coloquei ele a esfregar toda a mesa, deu um trabalhão mas ficou brilhando. Além disso o combinado é o seguinte, se eu chegar em casa e encontrar algo espalhado, jogo fora, espero que essas medidas me auxiliem a criar um espírito de equipe aqui em casa. Forças amiga, tudo se ajeita.
Beijocas e um ótimo domingo!

Sherol disse...

Minha linda...hj funciona assim aqui em casa. Uma arruma a casa e a outra arruma a cozinha, na outra semana troca.Quando vem algum dos entiados, a mesma coisa, cada um cuida da sua sujeira e organização, se não...ñ consigo trabalhar e nem marido, porque...adora minha casa, mas não consigo deixar de trabalhar, fico loca.
Em relação ao que me perguntou, usei o óleo bronzeador para dar cor e aroma e acho que pode sim usar o óleo novo.
bjs

Veronica Kraemer disse...

Lena querida, minha mãe fazia tudo pra mim, mas, depois que casei, tive que aprender na marra!rsrsrsrs
Meu ex era fogo, e daí , se eu não fizesse, ninguém faria...
Acho que seus filhos aprenderão quando realmente precisarem. Espero que seja diferente, mas , pelo que vejo, com a maioria das pessoas é assim.
Lena, aqui em São Paulo com certeza tem curso de marcenaria para mulheres. Que pena que aí não tem, inacrditável. Espero que algum dia você encontre!
Te desejo uma semana abençoada
Bjos
Vero
PS obrigada por pasticipar e divulgar o sorteio! Boa sorteeeeeeeeee, minha amiga!