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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Uma pin-up que ficou na história

Assistindo ao E! me deparei com um documentário sobre Bettie Page, modelo fotográfico e atriz dos anos 50. Fiquei encantada com sua história simples, de uma garota do interior com sonhos de fama, algo que boa parte das garotas do planeta já sonhou um dia... O interessante de sua trajetória é que ela fez fotos bem ousadas para a época mas dentro de um clima de profissonalismo e respeito, recebendo sua remuneração direitinho, sem "teste do sofá"e seguindo seus instintos acerca de poses, caras e bocas. Ela era muito espontânea, ao mesmo tempo consciente que tinha que se exercitar, e ainda criava seus próprios modelitos de figurino, copiados depois por muitos estilistas de hoje. Apesar de ser a favorita das modelos de seu tempo, não alcançou uma fama que lhe trouxesse reconhecimento e acabou perseguida pelos políticos conservadores de então, optando por sumir do mapa na tentativa de constituir família. Teve três casamentos frustrados e não teve filhos, terminando por se dedicar à carreira religiosa e só já idosa pôde ser localizada dentro de um contexto diferente, aquele em que se tornara um ícone sexual, um personagem que inspirou quadrinistas e artistas plásticos. Quem quiser saber mais sobre ela, vai se deparar com fotos de ingênuas a bem picantes(ela posou nua para agências e foi playmate da PLAYBOY). Acima de tudo, como pude observar no documentário, ela era amante da liberdade, do natural, e nunca considerou trabalhar com pornografia, pois suas fotos não incluíam homens e ela pregava que todos nascemos nus... Tinha sorriso de menina e discurso articulado. Quando entrevistada já velhinha, preferiu não mostrar sua imagem para não desiludir seus fãs, mas falou só em silhueta sobre suas novas convicções religiosas, sem contudo se arrepender de nada que houvesse feito antes. Devo ter visto muitas fotos dela na vida, sem saber seu nome nem nada sobre seu passado. Ela hoje tem inúmeros fãs e admiradores, banda de rock com seu nome e é personagem de quadrinhos. Deixou este plano em dezembro de 2008, em consequência de ataque cardíaco seguido de pneumonia, aos 85 anos.

Um comentário:

Cintia Branco disse...

Edlena,

Cadê você, estamos com saudades!
beijos