BEM-VINDOS, TIJOLINHOS!

Vamos construir juntos esse espaço de convivência e troca de figurinhas sobre artesanato, cinema, livros, decoração, filhos, jardinagem, horticultura e tudo mais de bom que possa surgir!


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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Tudo azul


Luz no fim do túnel. Um refresco, um alívio. Uma faxineira competente, gentil e tranquila. Casa arrumada, cheirosa e bateu uma disposição incrível para cozinhar uma receita nova para o almoço. Fiz hambúrguer caseiro grelhado, uma salada bem colorida, farofa com linguiça e reciclei um macarrãozinho simples de ontem com um toque oriental (somos vários gostos diferentes em casa). Tive que remarcar o dentista para acompanhar e orientar melhor o serviço da nova ajudante, que mora pertinho.
Ah, voltei para a Hatha Yoga e ainda consigo ficar de ponta-cabeça, apesar dos quilos a mais precisando eliminar... Duas vezes por semana acordo (mais) cedo e me harmonizo e estico sem tanta dificuldade como imaginava, devido ao longo período de sedentarismo. Com a nova ajuda tudo flui e consigo pôr as coisas em dia, as gavetas em ordem, os maleiros comportando somente o essencial, sem entulhamentos.
Uma coluna de lembretes no quadro branco lembra os diversos médicos e dentistas que aguardam a mim e à filhota pelas próximas semanas. Ela agora entrou para a turma do sorriso metálico e vai passar um bom tempo nas manutenções necessárias. Quanto a mim, profilaxia dentária básica, ginecologista e ortopedista pra começar o ano com as partes em ordem, rs.
Filhote está na faculdade, ainda aguardando outros resultados, mas não parado. Era muito mimado e agora anda de ônibus enquanto não atinge a idade para dirigir.
O condomínio anda meio sem novidades, a síndica esperando o ano "entrar" de verdade para botar pingos nos ii, o que na nossa linguagem significa após o carnaval começarem as batalhas verbais quase sangrentas sobre fazer um parquinho infantil ou trocar a grade da piscina de ferro para alumínio (cada condômino com suas prioridades estéticas).
Outra mudança boa para quem como eu trabalha com escrituração fiscal foi a nota fiscal eletrônica que agora vigora e economiza papel e combustível, além de tempo precioso empregado em idas e vindas... Ponto para 2011!
Queridos, este ano será O ano, aguardem!
Beijos

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Anjo de avental


People, que saudade de todos!
Alguém que já quis ser jornalista, escritora e tals, deveria escrever diariamente! Sou um fiasco, como diria a Cíntia... O fato é que estou abarrotada de fotos legais da viagem e eventos recentes, mas estão presas no note do marido! E ainda por cima o cabo da câmera sumiu!!! Mas nada de pânico, desculpem nossos problemas técnicos, estamos trabalhando para minimizar todo o incômodo...
Já contei que minha arrumadeira de anos se aposentou, né? Pois estou com uma pessoa quebrando o galho que já me encheu de angústia: marido preso, risco de perder as filhas num doloroso processo de pedofilia, por aí. O mundo tem dessas coisas, por mais que se tente fugir delas. E já envelheci uns cinco anos no processo de "abarcar" todo o trabalho de arrumação e conservação da casa. Só lembro daquela frase: "Agora é que sinto a dor de uma saudade..." Minha ajudante fazia tudo. Não que eu obrigasse, explorasse. Era o ritmo dela. Ela também é mãe, esposa e tem uma casa, mesmo que pequena. Ela sabe fazer o tempo trabalhar a seu favor. E é alto astral, não é do tipo cara amarrada ou que fica se lamentando. Lavava, passava, cozinhava e quando meus filhos eram pequenos, já dormiu aqui em casa pra que eu e maridex pudéssemos dar uma passeadinha pra namorar. Morava longe, numa cidade-dormitório vizinha, ou seja, acordava muito cedo pra apanhar condução e muitas vezes não conseguia lugar sentado para enfrentar a longa distância. Começou a sentir dores no braço, depois nas pernas, sofria de pressão alta e no meio disso tudo perdeu a filha de 14 anos para uma leucemia. Ela nesse períodos mais "brabos" da vida fez umas pausas no trabalho. Eu respeitei seu luto, suas dores e cansaço e me virei como pude. Ela sempre voltava, porque precisava pagar suas contas e acredito que também pela necessidade de conviver com um mundo um pouco menos sofrido que o dela. Seu primeiro marido era alcoólatra, não ajudava nas prestações da casa e ameaçava o filho mais velho. Ela então dividiu a casa em que moravam em duas para poder ter mais tranquilidade num espaço dela e dos filhos. Chegou a morar em outro bairro, mas aí foi ele que adoeceu de saudade e depois de um câncer que o levou em pouco tempo. E ela ficou com ele até o fim. Ela já anunciava que ia encerrar suas atividades, mas sempre tinha um dia pra salvar a mim, um de meus irmãos ou minha mãe do sufoco. Aí vieram os miomas e não deu mais, ela começou a sangrar direto e precisou fazer uma cirurgia de emergência que a deixou de molho por um bom tempo. Aí, c'est fini, já era e hoje ela já tem um novo marido e cuida só da casinha dela, o que é bem merecido... mas ficaram nós, os órfãos de sua agilidade e maestria em deixar apresentável e cheirosa uma casa de 3 quartos e 4 banheiros com 2 adultos e 2 adolescentes fazendo e acontecendo. Hoje vou me virando, tentando obter mais colaboração dos filhos e marido no processo, mas foi um período muito longo de mordomia... O negócio é ter fé e torcer pra saúde dar conta do rojão!
A você, Marlene, nosso anjo na terra por tantos preciosos anos, por sua tranquilidade, seu sorriso e suas palavras carinhosas, nosso MUITO OBRIGADO.