BEM-VINDOS, TIJOLINHOS!

Vamos construir juntos esse espaço de convivência e troca de figurinhas sobre artesanato, cinema, livros, decoração, filhos, jardinagem, horticultura e tudo mais de bom que possa surgir!


segunda-feira, 31 de agosto de 2015

De volta?

Ausente por um ano! E agora, como nos reaproximamos, senhor blog? Acostumada com a leveza e praticidade do tablet e do celular, que não me permitem blogar com imagens nem bom humor, optei por dar um tempo nas postagens. Filho já voltou do intercâmbio, filha já no segundo semestre da facul e a cozinha(ela, ainda)na espera da grande reforma em 2016(marido prometeu). Cabelos brancos a mais, ruguinhas e manchas de sol no rosto estão coroando meus quase 46 anos. Precisando perder peso e recuperar a saúde abalada por uma dieta vegetariana sem acompanhamento nutricional. Tive anemia braba e passei a tomar contraceptivos para ter a mínima perda de ferro possível.Eu e a filha resolvemos praticar zumba em casa e nos alimentarmos melhor. Agora ando maníaca por vídeos de receitas no youtube e tenho me divertido bastante com a variedade do que encontro. Somos guardiões de mais um gato, que apareceu por aqui, filhote, em uma noite chuvosa. Devido a incompatibilidades com os outros dois adultos daqui, ele hoje mora no sítio, feliz da vida com seu alimentador automático e toda a fauna nativa que por lá habita. Por hoje é só. Aos poucos vamos botando os papos em dia.Beijocas!

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Asas

Hoje estou escrevendo do quarto do primogênito. Aqui estão boa parte de suas roupas, sua cama, seu teclado, estante, livros e parafernálias eletrônicas. Pois bem, ele deu uma voadinha pro hemisfério norte e só volta daqui a um ano. Estudos. Todos dizem que vai voltar mais maduro, e eu acredito. Tento me lembrar quando tinha 21 e dos meus sonhos. Sempre sonhei muito, com muita coisa. Mudava o enredo do sonho conforme eu crescia e criava novas referências. Meus pais me deram um leque de oportunidades razoável, e tive condições para realizar diferentes projetos, nada me foi exatamente negado. Algumas coisas que eu sugeria fazer recebiam críticas e eu me deixava abalar por muito pouco. Creio que de todas as paixões que tive, em nenhuma eu mesma botei fé que daria certo. Sempre prestes a desmoronar na primeira falta de apoio, na primeira troça que faziam. Ou seja, sempre tive asas, mas nunca me atrevi a voar de verdade. Tenho medo de altura, sinto vertigens nas subidas e descidas de brinquedos de parques de diversões. Não sinto prazer com essa adrenalina do perigo, não desse tipo. Amo caminhadas tranquilas, gosto de descobrir os mistérios devagar, reconhecendo a área e buscando uma zona de conforto. Lembrei da personagem de Little Women, Beth, perguntando a Jo:"Porque todos têm que ir embora?" O pai, para a guerra; Amy,estudar artes na Europa; a própria Jo, que partiu para a cidade grande tentar a carreira de escritora, enquanto Beth amava sua casa, seu jardim, suas bonecas, o aconchego do lar, da família. Era apegada aos tempos da adolescência em que todas brincavam no sótão da casa, Jo escrevia histórias que elas interpretavam, criaram até uma sociedade secreta. Sempre haverá aqueles que querem subir mais alto, enxergar o mundo de cima, visualizar as possibilidades, enquanto outros preferem sentir a grama nos pés, contemplar um horizonte mais familiar e limitado. Às vezes o receio do desconhecido vem das quedas já sofridas, oriundas de escaladas arriscadas. Puro erro de estratégia, de planejamento. Poderia haver uma nova chance de voar, se munindo de muito material de segurança, mas esse peso todo pode atrapalhar o percurso. Ser corajoso, como aqueles praticantes de slack line, que se divertem atravessando precipícios apenas com um cinto de segurança, descalços, livres de todo excesso de bagagem, material e emocional, parece ser a resposta. Voar é para os fortes, ou para quem a terra firme soa como um lastro desnecessário.

sábado, 7 de junho de 2014

A alegria de cada um

Já enfeitaram o condomínio para o São João/copa do mundo de futebol. Tenho vizinhos eufóricos com os dois eventos, os fanáticos por futebol e os dispostos a organizar um festão com grupo musical, muita comida típica e adereços... tudo em verde e amarelo. O que me alegra a vida nesses últimos tempos tem sido reduzir coisas: a quantidade do que eu como, o tempo que eu gasto com inutilidades (discussões sem sentido, entre elas), horas passadas fora de casa, bagunça, louça suja, eventos e restaurantes barulhentos. É tudo uma questão de época, creio eu. Já vivi bastante, quase meio século, e tive meus momentos de diversão infantil e adolescente, com direito a música muito alta, exageros alimentares e alcoólicos, loucurinhas(porque nunca fui radical em nada) e hoje não tenho necessidade de excessos, só de sossego. Adoro o silêncio, a música baixinha, a conversa idem. Por isso tenho gatos, apesar de achar certos cachorros doces e simpáticos. Gatos são discretos, tranquilos, basta alimentá-los, cuidar da higiene deles e dar carinho, sem grandes alardes. Já curti muito torcer pelo Brasil em copas, já chorei muito, gritei, entrei no clima... Agora só quero um cantinho sossegado pra repousar meu corpo cansado numa rede, ouvir uma musiquinha suave, sentir a brisa, comer algo preparado com amor num cenário sem apologia a nada, verde natureza com salpicos coloridos de passarinhos, borboletas e flores. Como se diz por aí: "A gente tem que ser feliz!" Pois sejamos, deixemos que os outros sejam, e cuidemos para não roubar a alegria de ninguém. Respeito é isso!

Melhores amigos

Não sei se é o final dos tempos, o aquecimento global ou uma pré-menopausa... só sei que viver sem ventilador e ar condicionado tem parecido impossível nesse meu Ceará. Sensação gloriosa a combinação de drops de mente extra forte sem açúcar enquanto se dirige com o ar ligado na potência 2... Tão bom como aquelas propagandas de creme dental em que se caía em câmera lenta numa piscina azulzinha! AHHHH!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Tinta

Abrir o pote, mergulhar o pincel, deslizá-lo pela parede, passar pro rolo, o cheiro no ar, de limpeza, de renovação. No início, manchas, imperfeições, sujeira no chão, nas mãos, nas roupas. Aos poucos tudo vai tomando a forma que deveria ter: branca e imaculada, cheia de um frescor de esperança, um convite ao aconchego. Quem ama cuida. Cuida pra não sujar, não dar mofo, não criar cupim. Cuida pra não ficar esquecido num canto, empoeirado, cheio de traças. Cuida pra não virar apenas um monumento ao abandono. Amar é perceber a importância de algo, sua razão de ser, seu objetivo. Amar a tela em branco, o recomeço, a vontade de melhorar, de buscar o que realmente importa. Adoro cheiro de tinta fresca.

sábado, 31 de maio de 2014

A Semana

Minha semana começou com a feliz chegada do meu primogenito, que havia ido à Recife regularizar seu visto de estudante, por conta do Ciência Sem Fronteiras. Ficou hospedado no apê de familiares de um amigo, que também foi selecionado pra passar um ano estudando fora. A filha mais nova está 3envolta na crise pré ENEM, lutando para acompanhar o programa puxado dá escola nova, e fez uma aula extra de reforço nas disciplinas que tem mais dificuldade. Estou realmente adorando a lava-loucas... Achava que teria tanto trabalho quanto antes e ainda haveria um aumento considerável no c9onsumo de energia, mas pude constatar que basta se adaptar ao manuseio e pré-lavagem (algo que eu já fazia) e o preenchimento correto dá li tinha pra fazer a magia acontecer e não se aborrecer tanto com a sujeira toda e o tempo dispendido para saná-lá. Em ritmo de adaptação aos novos tempos que virão, fiz a limpeza geral dá caixa de areia dos gatos e eu realmente havia esquecido como é tão desgastante! Terei reassumir esse encargo, e já estou sofrendo por antecipação, pois meu rapaz já está com a cabeça nas nuvens com a viagem e a nova experiência a a caminho, de forma que tem faltado muito com suas obrigações domésticas, o que tem me aborrecido um pouco. Hoje à noite sairemos dá toca e embarcaremos numa festa anos 70 numá boate, evento para o qual ainda não decidi o figurino completo, indo tratar disso agora! No mais, espero conseguir uma consultoria para atualizar o blog pelo tablet com fotos, coisa que ainda não decifrar e tem me deixado com os nervos à flor dá pele. Ah, ia esquecendo:a dieta macrobiotica tem me feito muito feliz, estou experimentando novos ingredientes, sabores e receitas surpreendentes! Assim, de paladar renovado e descansada dá lida de lavar tanta louça, me despeço de todos. Boa semana!

quarta-feira, 30 de abril de 2014

I'm here!

Vez por outra entro em crise. Crise de criatividade, crise de preguiça, crise de falta de fé na humanidade, crise de má administração do meu tempo... Às vezes crise de tudo junto. Quando criei o "Eu e a Parede" supostamente seria para que eu não me frustrasse com o possível desinteresse pelas minhas reflexões de vida, através do título escolhido. Antes, existia o "Fuxicando", que não foi tão divulgado, onde eu basicamente mostrava meus crafts e só. Sinceramente, não divulguei muito o EEAP também, então não posso reclamar. A questão de tudo, a meu ver, é a falta da continuidade, a baixa frequência das postagens. Falta de vontade de escrever não é exatamente o problema, tempo creio ser o maior empecilho no momento. Quem trabalha com deadlines, dá valor ao tempo e fica com a mente sempre fervilhando, a postos para registrar um pensamento, uma imagem, uma receita, um passo a passo relevante... Faço quase tudo sob pressão, trabalho sempre no limite, seja uma decoração de festinha, o jantar de todo dia, a roupa pra passar, até a escrituração fiscal da empresa. Isso não é nada bom, eu sei. Lembro de um primo, o Filipe, que no meio de um caos que se formou com algum evento que organizei, soltou a pérola que me derrubou a moral e me deu um banho de água fria: "Minha mãe faz tudo antes!" Aconteceram certas chateações com algumas antecipações que fiz na vida, mas isso não é desculpa, não senhor. Sou desorganizada, sempre querendo melhorar mas me sentindo ilhada nessa intenção. Acostumei mal os meus e agora pago o preço do acúmulo de atribuições. Ah, e sou péssima pra delegar. Filhos adolescentes que passaram toda a vida na moleza dificilmente vão mudar, talvez só numa crise, e disso quero distância deles, bastam as minhas. Apesar que se aprende muito nas crises, talvez o fato de eu tê-los poupado de muitas delas, eles hoje não saibam se portar numa situação que exija atitudes imediatas. Mas tudo há de melhorar, não são mais crianças e caminham na sua própria velocidade, no seu tempo. A mim, cabe trabalhar o exercício do que me dá prazer, como escovar os dentes. Não me deixar abater pelas crises e continuar, persistir, seja no que for. Porque existir é preciso, e há luz no fim do túnel para quem busca o que quer. Seguem algumas imagens de algo que já foi sonho um dia, e que já nem estava nos meus planos, mas quis o destino que com a continuidade em meus filhos, eu realizasse essa fantasia de miss, rsrsrs... Foi um início de ano maravilhoso! Que venham mais e mais realizações, não somente no departamento do lazer, mas em todos os aspectos da vida.
Beijos, até a próxima!

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Enfeitando e recriando!

Como muitas queridas blogueiras de quem tenho lido relatos, optei por não gastar nada em decoração natalina. Tenho enfeites juntados ao longo de anos e anos, presentes fofos que mesmo velhinhos eu reciclo, e o melhor: a mãe natureza que fornece belezas mesmo em meio ao seu deterioramento. Comigo é assim, nada se perde! Ainda não montei a árvore, estou em dúvida sobre o local e se utilizo a artificial enorme que possuo ou se customizo um galho grande que já havia sido utilizado no Halloween. Por enquanto, são esses os meus enfeites: simples, discretos e rústicos.

Guirlanda feita a partir de um bastidor de madeira que eu já tinha, com o acréscimo de ramos de uma tuia que achei jogada numa calçada. A pobrezinha estava verde ainda mas foi cortada antes da raiz, de forma que não pude salvá-la. Prestei minha homenagem a ela enfeitando a porta da frente, e ainda colei aquelas sementinhas vermelhas que por aqui são erroneamente atribuídas à árvore do pau-brasil.


Mais um bastidor, esse é menor. Colei pregadores de madeira neles e estão aptos a servir de porta-recados, porta-fotos, o que a imaginação mandar! Recortei círculos e estrelas para conferir alegria natalina à porta do meu "entulier". Breve posto imagens dele, já está caminhando para ficar apresentável!


Capitão Virgulino e Maria Bonita não estão com pinta de natal? Eu sei que eles representam o cangaço, mas as cores estão pedindo para serem incluídos nessa postagem! Pode-se dizer que representam os donos da casa, dois faz-tudo muito arretados! Foram mimos de um grande amigo, e ambos têm um ar bem inocente nessa versão, não acham?

Pra não dizer que faltaram "ícones" natalinos, este enfeite divertido ganhei de aniversário e apesar de não morarmos no Pólo Norte, remete a brincadeiras de criança e futuramente pode vir a ser customizado para outras datas festivas. :)

Por enquanto é só, se baixar o bichinho e eu enfeitar mais a casa, faço um novo post. Continuarei pesquisando mais novidades decorativas pela blogosfera!

Beijos

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Coisas da minha terra




Apesar da fase em que fui uma criança com frescuras com certos alimentos, hoje graças à convivência com os hábitos simples no comer, adquiri o prazer em degustar os sabores dos alimentos típicos do Nordeste, dos mais rústicos, por assim dizer, aos mais sofisticados, para os padrões de hoje. Vamos falar dos rústicos: posso chocar muita gente, mas, considerando que não é comida de todo dia, até por questão de saúde, eu admito que adoro um bom prato de panelada, buchada, sarapatel, enfim... miúdos! 



 
Com uma pimentinha, um pouco de arroz e farinha... muito cheiro-verde... DELÍCIA! Reza a lenda que meu pai me levava em criança a um mercado bem popular daqui de Fortaleza aos domingos, tipo feirão de hortifruit, de um tudo, e certa hora, a da merenda, me botava pra tomar caldo de mocotó e tripa de porco frita. Também acompanhava meus pais em suas incursões gastronômicas no famoso "Pombo Cheio" que é o que o nome diz: um lugar onde o prato principal eram pombos recheados, se bem me lembro, com a típica farofinha dos miúdos do bichinho. 
Como moro numa cidade litorânea, inevitável falar dos pratos à base de frutos do mar... Tinha o peixe assado básico, com bastante tomate, cebola e farofa acompanhando, e claro, o baião de dois com queijo coalho, verdadeiro must. Às vezes rolava um camarãozinho, mas éramos muitas crianças e não dava pra satisfazer tanta gente com essa iguaria com frequencia! Ah, os caranguejos... Sessão lambança total! Meu pai ter me ensinado a comer, de forma a não desperdiçar nada, foi crucial para os momentos pantagruélicos da infância, rs. Era um chupa-chupa medonho, barulhos jamais aceitáveis numa atmosfera mais elegante, hehehe. Ficávamos todos imundos com o caldinho marrom (lembram que caranguejo vem do mangue?) e tínhamos que tomar uma super chuveirada pra poder entrar no carro depois dessa farra. Hoje em dia os caranguejos são todos depiladinhos e o caldo é clarinho, com bastante leite de coco e coentro, com direito a molhinho de pimenta verde acompanhando. 



 
No começo do namoro com o maridão, frequentávamos lanchonetes mas tínhamos os momentos de glamour em churrascarias da moda e restaurantes típicos de outras culturas, como italianos, alemães e mesmo um bom mineiro pra botar o colesterol lá no alto. Mas eu me acabava mesmo era nas moquecas, bobós e acarajés que ele me apresentou... Hoje faço um bom vatapá, graças à influência baiana deste lado da família. Ele por sua vez é um rapaz do interior e lá no sertão todos se acostumaram a comer palma (tipo de cacto também dado como alimento ao gado) picadinho e refogado. Por lá come-se também muito bode (gostoso e tem menos colesterol que o carneiro, que no Ceará é o que impera) e traíra, peixe de rio com muuuuuita espinha, mas muito saboroso fritinho. 
Voltando à Fortaleza, já comi lagosta de todo jeito, mas o melhor com certeza foi aquela pescada na hora, cozida só na água e sal, devorada só com algumas gotinhas de limão, na casa de praia, todo mundo ardido de sol... Sinto um pouco de saudade dos camarões e patinhas de caranguejo à milanesa do BNB Clube, nas noites de tertúlia em que via minha mãe dar suas piruetas na pista de dança e ninguém queria me tirar, pois tenho dois pés esquerdos... mas só pra dançar junto! 

 
 


Hoje em dia, me dedico a manter nossas tradições alimentares vivas e tento abrir as cabeças dos outros membros da família em prol dos prazeres das outras mesas do mundo... pois ainda quero ir mais longe, experimentar mais em mais sabores!

 Domingo não pode faltar no café da manhã, marido exige!Acompanham ovos fritos e queijo coalho assado.

 Minha infância não teria sido a mesma sem siriguelas, vivia encarapitada em cima do pé! Os dentes ficavam sensíveis de tanto que eu devorava as "de vez", nem verdes nem maduras. Também tinham as goiabas, azeitonas roxas, cajaranas e romãs, tudo do quintal da vó Geralda!


Pois é, eu comecei a fazer esse post há vários dias e devia ter ficado com fome e muito ocupada, pois não o concluí e agora revendo as imagens penso que minhas memórias de comida dão muitos, muitos posts. Teria que falar dos quitutes de avós, das especialidades da minha mãe, das minhas primeiras incursões na cozinha, ou seja, um livro! Mas pude aqui fazer esse breve relato das preferências de pratos regionais e algumas memórias gostosas...


Recordar é viver, como se diz. E assim vou vivendo, com sabor e amor!







segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Auto-retrato - BC Dani Moreno - Fotos





             Participando da blogagem coletiva de fotos da Dani Moreno! 

A Dani já faz a blogagem musical às quintas e agora trouxe mais essa novidade pra blogosfera. Sou super fã dessas iniciativas, espero poder participar sempre! O tema desta semana é o auto-retrato e a última vez que me fotografei com o tablet foi quando recebi a visita do meu sobrinho mais novo, o Isac.





Esta sou eu, meio mãezona, meio selvagem, rs.

Beijos, e até a próxima!












quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Enquanto a obra não vem...

Sabemos o quanto uma obra consome a gente: tempo, dinheiro, paciência, saúde, energia... Esse dia há de chegar, o dia em que finalmente daremos início ao projeto da nova cozinha/área de serviço. Nem falo mais de minhas urgências estéticas e funcionais, mas de um problema de saúde: os armários de cozinha estão se des-fa-zen-do! Os superiores ainda dão pro gasto apesar de abaulados pelo peso das louças, vidros e mantimentos. O caso mais sério são os inferiores, que já sofreram com vazamentos da pia, canos furados por instaladores incompetentes e outras rebarbas advindas do uso constante de uma cozinha apertada. Mas não irei mostrar fotos medonhas de meus armários Todeschini em processo de putrefação, nada disso! Quem sabe, talvez, quando houver o DEPOIS... Aí sim, poderei mostrar uma evolução digna dos mais esquisitos pokémons!
Por ora, para desestressar e explorar novos sabores, cozinho, invento e me esbaldo em nossos jantares temáticos...
 Meus maravilhosos cookies com chocolates chips!

 Minha torta de maçã delícia, rústica...

 Tive que fazer outra, devido ao sucesso!

 Noite mexicana pra variar o trivial e fazer bossa...

Curto a mais nova sobrinha que volta e meia me visita com sua trupe...


Aprecio a visão do meu lírio-da-paz filho único, que apesar da grande família em redor, elegeu o lugar do formigueiro mais cruel pra me presentear, creio que semestralmente, com sua beleza ímpar!


E enquanto a obra não vem, vou me preparando ouvindo a trilha sonora da obra do vizinho... Maquita zumbizando a mil!

 E pra terminar com um sorriso, minha amiga chef (eu tenho uma amiga chef!) pra quem fui oferecer um pedaço do bolo de coco queimado que fiz pro "mersário" da sobrinha. Sou pretensiosa? E ainda fiz uma cobertura de caramelo salgado pro coco queimado da cobertura aderir! Ela jura que gostou, rs.

Beijos, lindas!

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Jogando verde!

Tudo por uma boa causa! Pelos filhos, então, nem se fala. Para meu primogênito, especificamente. Vou contar desde o princípio:
Há pouco, por ocasião de um check-up que há tempos ele não fazia (rapazes, cuidem-se!), foi detectado um pequeno nódulo na tireóide. Todos os profissionais, sejam do laboratório de análises clínicas, clínico geral, endocrinologista, cardiologista e o cirurgião em si mostraram-se surpresos dessa ocorrência pela idade do meu filho (20 anos) e ainda mais admirados por ter sido descoberto logo, ressalto, por um acaso de uma certa lista. Explico:
Antigamente, aos 20 a pessoa já era considerada adulta. Rememorando meu passado, ainda morava com minha mãe e dava meus tropeços na vida... Fazia faculdade e cuidava de meus assuntos pessoais como médicos, munida do caderninho do plano de saúde pago por meus pais e a carteirinha. Pegava ônibus, mesmo já tendo carteira de motorista, pois não se tinha o luxo de mais de um carro na família. Não tinha essa de ficarem me monitorando como hoje fazemos com os filhos por conta do caos que está o mundo lá fora. Pois bem, voltando ao presente, me toquei que toda a atenção no quesito saúde era relegada à filhota adolescente por conta dos famigerados ovários policísticos e do aparelho ortodôntico. Daniel com acne leve nunca dispensou maiores cuidados e por ele, que nunca se queixa de nada, nem teríamos ido atrás do hemograma completo... Disse para ele fazer uma listinha de algum incômodo que porventura ele tivesse para conversar com o médico, no caso, médica. Como não sabia até onde a preguiça normal de adolescente poderia ir, perguntei a ele se costumava cochilar em sala de aula e ele comentou que "às vezes..." Falei então para ele escrever na lista o item "sonolência". Pois foi esse pequeno detalhe que levou a médica a pedir um ultrassom da tireóide, o que detectou o nódulo. Ela então solicitou a biópsia e foi diagnosticado o carcinoma papilífero. Ficamos apreensivos e minha mãe, que tinha passado por isso recentemente, tratou de imediatamente marcar com o cirurgião dela. Enfim, o pior já passou (a cirurgia, com sua espera interminável, e o pós operatório, com as trocas de curativos).

Foi prescrita uma dieta pobre em iodo em função da cintilografia a ser feita um mês depois, e para tanto, foi encomendado o sal sem iodo na farmácia de manipulação mais próxima. Começou aí meu maior desafio culinário até então: criar pratos atraentes e saborosos sem alimentos industrializados (99% têm sal iodado), sem leite integral, só o desnatado em pó reconstituído, por ter menos sódio. Não tive muito sucesso, admito, especialmente com a parte de panificação... Não consegui reproduzir nenhum tipo de pão idêntico aos tradicionais em aparência, por não poder usar a gema de ovo, rica em iodo. Para substituir, usei a farinha de linhaça hidratada, mas não ficou a mesma coisa... Se fosse alguém fazendo pra mim, além do reconhecimento pelo trabalho e iniciativa, eu ia curtir uma alimentação mais natureba. Não digo aqui que ele tenha reclamado alguma vez, pelo contrário! Era eu que exigia de mim a capacidade de elaborar um cardápio saudável e convidativo. Especialmente por ter que preparar diariamente suas marmitinhas para levar para a faculdade. Sou chata com mesmice, adoro novidades e quis que ele tivesse refeições bem variadas...
Esse foi um pão integral de microondas que achei bem interessante. Só rende uma fatia grossa, mas achei bem prático para comer de manhãzinha e é bem rápido o preparo e o tempo de cocção. É feito com aveia também, e a textura fica fofinha! Filhão não curtiu muito a pasta de abacate, então só deu pra mim: acabei fazendo dieta também.
Algumas receitas bem sucedidas acabei não fotografando, no caso da lasanha de vegetais. Incrível como berinjela e abobrinha em fatias finas e longas junto com um bom molho fresco conseguem saciar o paladar estilo fast-food do Daniel. Ele jurava que tinha algum queijo na massa, mesmo sabendo que não podia comer laticínios...
Vou contar, foi trabalhoso preparar sempre tudo fresquinho... Acostumada com congelados e outros truques semi-prontos para agilizar a vida, vivi uma maratona de picar vegetais para temperar tudo.
Nada de molho pronto, nada de catchup, só tomate sem pele, orégano, azeite, pimenta, cebola, alho, pimentão, curry, açafrão, noz moscada, cominho, ervas finas, cheiro-verde, salsa...
O molho sempre ficava meio pálido, e eu imaginava quanto corante as indústrias colocam nessas caixinhas e vidros... Um dia tive a ideia de colocar um pouco de beterraba ralada pra tingir o molho. Tem que controlar direitinho a quantidade pra não ficar pink demais! Ah, outra receita aprovada foram as batatas chips de forno: basta pré-cozer um pouquinho, com casca e tudo, depois fatiar bem fininho, pôr na assadeira untada com azeite, salpicar ervas emais azeite e assar. Ficam irresistíveis!
Outra coisa que entrou para ficar aqui em casa foi o macarrão integral, mil vezes mais saboroso que o tradicional. Comprei o trigo de kibe para a receitinha abaixo:

Aí foi antes de ir ao forno: kibe de peixe de forno! Como Daniel só podia comer peixe de água doce fiz com tilápia. Leva raspas de laranja e limão, castanha picada, cebola, coentro, azeite... Não fez muito sucesso, acho eu, por precisar de mais alho e uma boa dose de leite de coco para aromatizar. Também levou gengibre ralado, só que acabei esquecendo das folhinhas de hortelã... Terminou que transformei a receita em outra depois, com as sobras: uma torta de atum! Só que não autorizada para o filho, pois acrescentei ovos.
Pra mostrar meu lado novidadeira, me rendi aos programas de culinária e comprei esses itens para inventar nesse fim de semana. Sou nordestina e como cuscuz desde pequena, só que o de milho e o de tapioca. De tanto ouvir falar e ver os gringos preparando "couscous", que é feito de sêmola de trigo, resolvi testar pra saber se "voga" por aqui. Se depender do preço, ficamos com os tradicionais, mas vamos esperar pra provar e avaliar, depois conto! Ah, e não sou baiana mas adoro uma pimenta e comprei essa de caiena que ainda não havia experimentado. Já testei e é forte, a bichinha... Por fim, pra fazer bonito comprei esse sal grosso que já vem na embalagem-moedor, um charme! Adoro o barulhinho...

Muita informação nesse retorno? Breve tudo vai ficar mais leve e regular, rs.

Desejo a todas um excelente fim de semana, muita paz, luz e amor!

Edlena