
Comentei anteriormente que queria distância dos filmes tenebrosos, que por vezes no meu dia-a-dia aparecem em flashes quando fico sozinha, ou no escuro. CISNE NEGRO é uma fábula sobre a angústia de ser uma bailarina ambiciosa e dedicada. Poderia se aplicar a muitos outros tipos de obsessão, mas no que diz respeito à dança, explora todo o estado de nervos de uma jovem que tem uma carga imensa sobre os ombros. Imagino que minha filha, se tivesse idade para assistir a esse filme, poderia ficar impressionada, já que ela é aluna de balé. Toda a angústia, todo o desespero da personagem certamente a atingiria, por ela estar sintonizada com a situação. Sofremos com a protagonista, mas também torcemos por ela, e é aí que a história deixa de ser aterrorizante para se tornar um arroubo de técnica, uma explosão de vivacidade, a completa entrega àquilo que mais importa na busca pessoal de cada um: a superação rumo à perfeição.
Sozinha, no escuro, eu poderia até ter vislumbres da história, mas em vez de sair acendendo luzes em pânico, colocaria Tchaikovsky para tocar, a toda altura.
2 comentários:
Tô louca prá assistir esse filme. Cada vez que leio uma crítica quero ir correndo pro cinema.
Bjs♥
Oi Edlena,
Um dia abençoado para voce!!!!
Coloca sua foto com a parede que eu gosto de te ver. Linda e despojada no calor de Fortaleza.
Beijos
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